skip to Main Content

Fratura por Estresse

Introdução

A fratura por estresse é uma lesão por sobrecarga, em que o osso se torna “quebradiço”, podendo ocasionar desde inchaço no osso até uma fratura propriamente dita. A fratura por estresse é uma condição vista com alguma frequência em atletas, porém pessoas que praticam atividades leve a moderadas também podem sofrer do problema.

A fratura por estresse na tíbia também é popularmente chamada de canelite. O primeiro sintoma é a dor, que pode vir acompanhada de inchaço no local.

O tratamento vai depender da localização do problema. Alguns ossos respondem bem ao repouso ou diminuição da atividade, porém alguns ossos têm uma evolução mais demorada e podem até necessitar de tratamento cirúrgico para resolver o problema.

A fisioterapia é uma excelente aliada no tratamento, assim como o uso de medicações analgésicas, porém o tratamento deve sempre sem acompanhado por ortopedista especializado.

Fratura por estresse (canelite) na tíbia | Dra. Juliana Doering
Fratura por estresse na tíbia

O que significa fratura de estresse?

A fratura por estresse é uma lesão por sobrecarga, em que o osso se torna “quebradiço”, podendo ocasionar desde inchaço no osso até uma fratura propriamente dita.

Geralmente ela acontece quando um osso é submetido a uma carga cíclica ou microtraumas de repetição (como acontece, por exemplo, na corrida) sem estar preparado para tal.

A fratura por estresse é uma condição vista com alguma frequência em atletas, mas não é exclusivo deles. Pessoas que praticam atividades leve a moderadas também podem sofrer do problema.

A fratura por estresse na tíbia também é popularmente chamada de canelite.

Como identificar uma fratura por estresse?

O primeiro sintoma é a dor, que pode vir acompanhada de inchaço no local. A dor geralmente surge de forma leve a moderada, e progressivamente vai aumentando conforme os dias, se mantida atividade que a causou.

Inicialmente, salvo em raros casos, ela não é vista por meio de radiografias, devendo o médico ortopedista suspeitar da lesão e solicitar exames adicionais, como ultrassonografia e, mais especificamente, a ressonância magnética.

Fratura por estresse no metatarso | Dra. Juliana Doering
Ressonância magnética mostrando uma fratura por estresse no metatarso.

Nos casos mais avançados, a fratura pode evoluir e se tornar uma fratura completa que passa a poder ser vista nas radiografias, como por exemplo esta fratura no quinto metatarso:

Fratura no quinto metatarso | Dra. Juliana Doering

Porque a fratura por estresse acontece?

A fratura por estresse pode acontecer em duas situações:

Em indivíduos que possuem um osso sadio que é submetido a uma carga de atividade maior do que ele aguenta (como no caso dos atletas), e em indivíduos que realizam atividades habituais sem que haja sobrecarga óssea porém possuem alguma alteração na constituição do osso (como osteoporose ou falta de vitaminas e substâncias que fortalecem os ossos, por exemplo).

Ao longo do nosso dia, as células ósseas vão sendo “gastas” e substituídas por células novas. Imagine que, para que o osso se mantenha integro, deve haver um equilíbrio nessa conta. Se existir algum fator que altere isso, ou seja, se o corpo gastar mais do que é capaz de repor, o osso torna-se fragilizado e pode sofrer uma fratura por estresse.

Existem alguns fatores que estão associados a um maior risco de surgimento deste problema, e que devem ser cuidadosamente avaliados por um ortopedista especialista em ortopedia esportiva, como erros de treinamento, alterações na pisada, alterações no metabolismo dos ossos, alterações hormonais, falta de alongamento, entre outros, pois muitas vezes somente reduzir ou simplesmente parar a atividade pode não resolver o problema.

A fratura por estresse é uma frequente lesão em corredores.

Como se trata uma fratura por estresse?

 O tratamento vai depender da localização do problema. Alguns ossos respondem bem ao repouso ou diminuição da atividade (sempre associados à correção dos fatores associados que foram citados no item acima), porém alguns ossos têm uma evolução mais demorada e podem até necessitar de tratamento cirúrgico para resolver o problema.

A fisioterapia é uma excelente aliada no tratamento, assim como o uso de medicações analgésicas, porém o tratamento deve sempre sem acompanhado por ortopedista especializado.

Perguntas dos Pacientes

1. Quanto tempo leva para curar uma fratura por estresse?

Depende da localização da fratura. O tempo médio é cerca de 8 semanas. Entretanto, existem fraturas que podem demorar mais para consolidar. Durante esse tempo, pode ser necessário o uso de imobilizações ortopédicas e modificações de atividades.

2. Qual a região mais suscetível a fratura por estresse?

Geralmente as fraturas por estresse são mais comuns nos membros inferiores, pois são os que sustentam mais carga durante as atividades. Os ossos mais comumente afetados são a tíbia (a “canela”), a fíbula, os metatarsos e o navicular (peito do pé) e o fêmur (na região do quadril).

3. Como tratar fratura por estresse na canela?

Inicialmente se deve suspender as atividades que causem dor, geralmente atividades como saltos e corridas. Pode ser necessário utilizar botas ortopédicas ou muletas por algum tempo, a depender do caso. Uma avaliação ortopédica cuidadosa deve ser feita para identificar os fatores que causaram o problema, para que estes possam ser corrigidos. Em geral o tempo de recuperação fica entre 6 a 12 semanas, porém alguns tipos de fraturas por estresse podem necessitar de tratamento cirúrgico.

4. Onde dói a canelite?

A canelite geralmente dói na parte inferior das pernas, do lado de dentro, na região de transição entre a articulação do tornozelo e a panturrilha.

5. Qual exame detecta canelite?

O exame principal para o diagnóstico é a ressonância magnética. Outra opção é o ultrassom, quando realizado por ultrassonografista experiente. Vale lembrar que o exame serve para confirmar o diagnóstico, que é baseado principalmente em um exame físico cuidadoso realizado durante uma consulta médica com ortopedista experiente.

Back To Top