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Pé plano (pé chato) na infância

Introdução

O que fazer quando seu filho tem pé plano (popularmente chamado de “pé chato”)?  A grande maioria das crianças nasce com pés planos e flexíveis que não necessitarão de cuidados ortopédicos durante a vida. Entretanto, pés chatos com deformidades maiores e acompanhados de dor podem necessitar de tratamento ortopédico específico e devem ser avaliadas por um especialista. São tipos de tratamentos disponíveis:  uso de palmilhas, fisioterapia e cirurgias. Ainda, existem cirurgias minimamente invasivas que apresentam bons resultados e possibilitam um retorno mais rápido às atividades. Estas podem ser indicadas em crianças menores, após avaliação cuidadosa por um ortopedista especialista em cirurgia dos pés.

O que é o pé plano?

O pé chato, chamado tecnicamente de “pé plano”, de uma forma simples, é um pé que não apresenta o arco fisiológico durante o apoio no chão.

Normalmente este pé é flexível, ou seja, maleável ao pisar no chão, mas pode ser rígido em alguns casos.

Pé Plano | Dra. Juliana Doering
Pés planos (popularmente chamados de “pés chatos”)

Meu filho tem pés planos (pés chatos) – o que fazer?

Muitos pais procuram o consultório do ortopedista para avaliar seus filhos quando percebem a deformidade nos pés das crianças.

Os fatores que levam à procura por ajuda podem ser:

  • dor nos pés, dificuldades ao correr e ao caminhar, alterações no formato dos sapatos ou, simplesmente, a sensação de que algo pode não estar certo.

Frequentemente os pediatras encaminham as crianças para o ortopedista para uma avaliação durante o acompanhamento do crescimento da criança.

Porque a deformidade acontece?

A maioria das crianças já nasce com os pés planos e flexíveis. Durante o crescimento e desenvolvimento, os pés podem se modificar e assumir formatos diferentes.  Assim, algumas crianças podem manter os pés chatos durante a infância, adolescência e vida adulta.

O pé plano geralmente tem uma causa hereditária, em que se observa vários casos na família, inclusive nos pais.

Pé Plano | Dra. Juliana Doering
Pé Plano: geralmente tem uma causa hereditária

Outras causas para a deformidade podem ser: a presença de frouxidão ligamentar (que leva a uma maior “elasticidade” das articulações do corpo) e presença de fusões ósseas nos pés que impedem o seu desenvolvimento correto durante o crescimento ósseo.

Qual o tratamento para o pé plano?

Nem sempre estes pés precisam de tratamento ortopédico. Aliás, a grande maioria deles não trará sintomas durante o crescimento e vida adulta.

Cabe ao ortopedista no consultório avaliar cada caso e decidir se será necessária alguma conduta ou se somente o acompanhamento anual já será suficiente.

Basicamente, um dos fatores mais importante para se definir isto é a presença de dor.

Geralmente, pé plano saudável não causa dor nem desconforto aos pequenos pacientes durante a prática de atividades físicas ou no dia-a-dia. Neste caso, é indicado o acompanhamento anual com o ortopedista.

Já quando temos um quadro doloroso, diversas causas devem ser procuradas. É importante neste momento que seja feita uma consulta minuciosa com um exame físico cuidadoso. Dependendo do caso, podem também ser necessários exames adicionais como radiografias ou, até mesmo, exames mais complexos como tomografias.

Tudo isso é fundamental antes de definir a conduta, uma vez que existem vários tipos de tratamento, cada um específico para cada caso.

Os tratamentos disponíveis incluem o uso de palmilhas corretivas, fisioterapia ou até mesmo cirurgias.

Para crianças pequenas ainda em fase de crescimento inicial, existem ainda opções de cirurgias minimamente invasivas que utilizam somente pequenos cortes. Este tipo de cirurgia permite que a criança retorne às suas atividades escolares e esportivas após um curto período de recuperação.

Cirurgia de Artrorrise | Dra. Juliana Doering
Pé plano: Cirurgia de artrorrise minimamente invasiva

Ficou na dúvida? Procure um ortopedista especialista em pés.

Referências:

Carr, J. B., Yang, S., & Lather, L. A. (2016). Pediatric Pes Planus: A State-of-the-Art Review. Pediatrics, 137(3), e20151230. doi:10.1542/peds.2015-1230

https://www.journaloforthopaedicscience.com/article/S0949-2658(19)30190-3/fulltext

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